9 de ago de 2010

50 anos em 5

Foi mais ou menos o que aconteceu comigo nesses 2 meses e dois dias de Brasil!
Tudo estava caminhando bem...saudade, trabalho, amigos, festas, encontros....até que no meio de tanta alegria vivenciei a maior tristeza da minha vida: meu pai faleceu. Perdi o chão, não sabia mais por onde começar, que caminho seguir...ainda não consigo compreender bem o fato de que não vou encontrar meu pai no final de semana, que ele não vai mais ligar para mim, TODOS os dias antes de ir ao trabalho, que ele não ensinará ao meu filho as" brincadeiras de antigamente" (como ele planejava), que não terei o seu colo, seu carinho, seu sorriso e suas brincadeiras perto de mim!

Meu pai sempre foi um homem mais "fechado", pelo menos era assim que eu o via quando criança, mas na adolescência e na vida adulta tivemos a oportunidade de resgatar esse "lado"; e agora com Victor ele estava se tornando o avô mais babão do planeta....não respirava sem pensar, brincar, falar, sonhar com meu filho (seu primeiro e único neto, por enquanto).

Meu filho saberá o grande homem, honesto, ético, trabalhador e generoso que o avô dele foi e é. Afinal aqueles que amamos NUNCA morrem e eu acredito muito, muito nisso!!

O meu avô, pai de meu pai, faleceu quando eu tinha 10 anos e eu era muito, mais muito ligada ao meu avô, foi minha primeira grande perda. Há mais ou menos 2 anos atrás quando eu tinha cerca de 9 semanas de gravidez, deitei para uma soneca a tarde e queria muito ter um "sinal" para saber se o meu bebê era menino ou menina. Eis que tive o seguinte sonho:

Meu avô aparece vem falar comigo para se despedir. E eu questiono - Mas vô, assim vc não conhecerá meu bebê! Ele sorri e me responde: Eu já conheci ELE, ta tudo bem, vai correr tudo bem!!

Desde então tive a certeza que teria um menino que só foi confirmado aos 6 meses de gestação!E hoje tenho o meu Victor perto de mim!!

Eu sei, meu pai tá bem e ficará perto de nós para sempre!!