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2 de abr. de 2009

Internet!!

"O tempo passa...

Olhem seus filhos, se possível, nunca durmam, porque o rostinho deles esta sempre em constante mudança... aquele bebê, tão miúdo, cadê? Tinha cara de joelho, depois tinha bochechinhas e quando vamos ver, estão cheios de espinhas...

Não fechem os olhos, aproveitem, dêem de mamar como se fosse a última vez... porque amanhã é sempre um dia incerto e o dia do desmame chega a cavalo... mesmo pra aquelas que insistem em amamentar por muito tempo... ele também passa... o tempo não perdoa..

O tempo não perdoa... use seus olhos como uma câmera de filmar... muito desse filme, só você vai registrar. Seu bebê não vai lembrar, seu marido estava trabalhando... mas você estava lá. É seu tempo, sua vez, seu tesouro.

Um dia, bem velhinha, você vai contabilizar que nem mesmo todo carinho do mundo foi suficiente, porque você daria seus últimos segundos pra voltar ao dia que ele chegou nos seus braços, que você sabia que só você tinha a solução, e a solução - pasmem - era você mesma! Pois você reunia o alimento, o aconchego, ... e que aquela carinha dele, dormindo no seu colo, aninhando,... era tudo nessa vida."
Já sinto saudade do que ja vivi e do que ainda nem vivi com meu Victor!!

2 de jan. de 2009

Mais um da internet!

Receita para se fazer um menino:

Junte duas colheres de sorriso com duas xícaras de gargalhada. Vá mexendo e acrescente cheiro de terra molhada misturada com cheiro de chicle de bola. Acrescente ainda muito chocolate, um pouco de castelinhos de areia, três pirulitos de uva e um caminhãozinho de imaginação.

Deixe descansar em baixo de um pé de manga e junte aos poucos a fidelidade de um cãozinho, a rapidez de um beija-flor, a esperteza de um golfinho. E, claro, não podem faltar todas as cores do arco-íris, uma caixinha inteira de band-aids e uma bacia cheia de pipoca.

Não se esqueça de juntar a sabedoria de um monge (claro, os meninos sempre sabem de tudo) com uma pitadinha de impaciência, uma dor de barriga passageira e muita, muita amizade, que deve ser acrescentada aos poucos, logo depois de um punhado de sonho e um prato fundo de criatividade.

Não podem ser esquecidos o pião, a pipa, a bicicleta e um par de chuteiras, pois meninos não se tornam meninos de verdade sem estes ingredientes.

Por fim, junte o gostinho da vitória em uma final de campeonato, com a maravilhosa sensação de um abraço apertado.

Pronto! Assim são feitos os meninos.

4 de nov. de 2008


Grávida

Arnaldo Antunes / Marina Lima

Eu tô grávida
Grávida de um beija-flor
Grávida de terra
De um liquidificador
E vou parir
Um terremoto, uma bomba, uma cor
Uma locomotiva a vapor
Um corredor

Eu tô grávida
Esperando um avião
Cada vez mais grávida
Estou grávida de chão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Dar à luz

Eu tô grávida
De uma nota musical
De um automóvel
De uma árvore de Natal
E vou parir
Uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional
Um cartão postal

Eu tô grávida
Esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão
E vou parir
Sobre a cidade
Quando a noite contrair
E quando o sol dilatar
Vou dar a luz

15 de out. de 2008

Achei na internet

" Estar grávida é...
... ler 50 vezes o resultado positivo do exame para ter certeza que está correto
.... ficar chocada ao saber que uma gestação dura 40 semanas e não nove meses como todo mundo diz por aí.
... se pegar imaginando, por horas a fio, como será os olhos, os cabelos e a pele do filho que vai chegar.
... torcer, e muuuuuuito, para que ele nasça perfeitinho.
... nunca mais dizer "ai, se fosse meu filho!" quando encontrar uma criança tendo acessos de birra no corredor de um shopping center.
... sair na rua e só enxergar mulheres grávidas.
... ter sono, muito sono.
... esperar ansiosamente pelo dia do ultrassom, e assim que sair de lá, esperar ansiosamente pelo próximo!
... aprender a enxergar o filho nas manchas de um ultra-sonografia.
... ler muito sobre gravidez, pular o capitulo do parto (pois ainda é muito cedo pra se preocupar) e ir direto para os cuidados com o bebê.
... ir ao shopping e desejar apenas coisinhas para o filho.
... torcer para ficar barriguda.
... ficar muito esquisita e descobrir uma incrível capacidade de sentir todas as emoções em uma hora, da alegria descontrolada ao mau humor sem fim.
.
.. acordar várias vezes de madrugada para fazer xixi.
... reparar que seu marido fica muito mais interessante como pai do seu filho e perceber que foi o único homem capaz de te presentear com tamanha alegria.
... rir sozinha ao sentir o bebê mexer, mesmo que ele te acorde várias vezes durante a noite, porque você não esta numa posição confortável para ele.
Só estando grávida pra saber o gostinho dessas coisas...
"

12 de abr. de 2008

Busca...

"Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu tambem sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés, e não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos, e nao me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal
Armas de fogo, meu corpo nao alcançarão
Facas e espadas se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Jorge é de Capadócia,
Salve, Jorge! salve, Jorge!
Salve, Jorge! salve, Jorge!
Salve, Jorge! salve, Jorge!"

20 de mar. de 2008

Tempo


Não sei quem escreveu o texto, mas gostei dele e resolvi colocar aqui!!!
Sinal dos tempos...e da minha idade também!!! rs rs



"E tudo mudou..
O rouge virou blush. O pó de arroz virou pó-compacto. O brilho virou gloss.O rímel virou máscara incolor.
A Lycra virou stretch.Anabela virou plataforma.O corpete virou porta-seios. Que virou sutiã.Que virou lieb. Que virou silicone.
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou M&M

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...

Ping-Pong virou Babaloo
O à-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico

Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bike
Polícia e ladrão virou counter strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer


Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
.. De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças."

8 de mar. de 2008

Mulheres

Um olhar amigo, um sorriso no rosto, a alegria de viver, a luta diária, as crenças, os amores, as dores,os disfarces, as amizades, TPM, brincos, batons, os cheiros, os sabores, o beijo....tudo isso nos faz especiais!!


FELIZ DIA DAS MULHERES!!!!!!!



"Não sei quantos mistérios possuo,
quantos sentidos me invadem,
quantos desejos invento, quantos amores revelo.
Por isso sou assim: reticências, penumbras, esfinges,
dúvidas, certezas, corações, delírios, fantasia.
Sou a máscara do drama que enfrenta
a comédia sem graça das piadas machistas, do preconceito visível que derrama sobre nós a lama da insensatez,
do que é desumano, vil.
Sou todas as faces marcadas pela agonia do não-direito, da repressão, opressão, de um tempo marcado pelo autoritarismo,
pela violência de gênero, pela barbárie.
Sou o rosto enrugado que não é respeitado. "

21 de nov. de 2007

Assim


Jó me mandou esse texto por e-mail...adorei!!!


Bar ruim é lindo, bicho

Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso
freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas
nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos
a vanguarda do proletariado, há mais de cento e
cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com
uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas
tudo bem).

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o
proletariado atende por Betão – é o garçom, que
cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando
resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos
ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre
futebol enquanto nossos amigos não chegam para
falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os
cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto
parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos
fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso
vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que
os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem
frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que
são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem
que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando
convidamos uma moça para sair pela primeira vez,
atacamos mais de petit gâteau do que de frango à
passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas
na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do
Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer
Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que
ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de
lata, copo americano e, se tiver porção de
carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em
nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um
de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre
um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais,
meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos
pra turma inteira de meio intelectuais, meio de
esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar
ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando
cult, vai sendo freqüentado por vários meio
intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais
ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha
como ponto freqüentado por artistas, cineastas e
universitários e, um belo dia, a gente chega no bar
ruim e tá cheio de gente que não é nem meio
intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se
tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente,
universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz:
eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha
turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as
universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos
bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio
intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que
freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos
a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a
banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres
que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir
em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente
acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam
depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a
gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E
a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de
tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se
dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os
que não entendem. Os que entendem percebem qual é a
nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns
primos do cunhado para tocar samba de roda toda
sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no
cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de
tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de
esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a
pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os
donos que não entendem qual é a nossa, diante da
invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica
imitando mármore, azulejam a parede e põem um som
estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a
gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas
vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão
raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de
esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil
encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os
pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha
sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins
de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau
pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio
intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por
questões ideológicas, preferem frango à passarinho e
carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que
mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós,
meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o
Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e
preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim
Câmara Cascudo, saca?).

– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas
quais que tem?

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Também parte
integrante do volume As Cem Melhores Crônicas
Brasileiras, organizado por Joaquim Ferreira dos
Santos.

Antonio Prata
São Paulo, 17/9/2007

12 de out. de 2007

Dia da Criança...

Oh ! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais !
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais !
(...)

Naqueles tempos ditosos Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;

Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,

Adormecia sorrindo,
E despertava a cantar

Casimiro de Abreu

Há um menino, há um moleque

Morando sempre no meu coração

Toda vez que o adulto balança

Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal

Toda vez que a bruxa me assombra

O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas

Que eu acredito que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito

Caráter, bondade, alegria e amor

Pois não posso, não devo, não quero

Viver como toda essa gente insiste em viver

E não posso aceitar sossegado
Qualquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude

O solitário não quer solidão

Toda vez que a tristeza me alcança

O menino me dá a mão
Milton Nascimento

2 de out. de 2007

Eros e Psiquê

    Conta a lenda que dormia
    Uma Princesa encantada
    A quem só despertaria
    Um Infante, que viria
    De além do muro da estrada.

    Ele tinha que, tentado,
    Vencer o mal e o bem,
    Antes que, já libertado,
    Deixasse o caminho errado
    Por o que à Princesa vem.

    A Princesa Adormecida,
    Se espera, dormindo espera,
    Sonha em morte a sua vida,
    E orna-lhe a fronte esquecida,
    Verde, uma grinalda de hera.

    Longe o Infante, esforçado,
    Sem saber que intuito tem,
    Rompe o caminho fadado,
    Ele dela é ignorado,
    Ela para ele é ninguém.

    Mas cada um cumpre o Destino
    Ela dormindo encantada,
    Ele buscando-a sem tino
    Pelo processo divino
    Que faz existir a estrada.

    E, se bem que seja obscuro
    Tudo pela estrada fora,
    E falso, ele vem seguro,
    E vencendo estrada e muro,
    Chega onde em sono ela mora,

    E, inda tonto do que houvera,
    À cabeça, em maresia,
    Ergue a mão, e encontra hera,
    E vê que ele mesmo era
    A Princesa que dormia.

    Fernando Pessoa